A nova tendência do skincare que desacelera a rotina — e por que isso pode ser melhor para sua pele
Durante anos, o skincare foi impulsionado por uma lógica de performance: mais produtos, mais etapas, mais ativos e resultados cada vez mais rápidos. Essa abordagem, fortemente influenciada pelas redes sociais, criou rotinas extensas e muitas vezes difíceis de sustentar no dia a dia.
No entanto, como aponta a dermatologista Dra. Glauce Eiko em discussão presente na matéria da revista Marie Claire, esse movimento começa a dar sinais de saturação. Surge, então, uma nova tendência que vai na direção oposta: menos etapas, mais consciência e foco na saúde real da pele.
Segundo a Dra. Glauce, o conceito de hiperperformance no skincare pode levar a um uso excessivo de ativos, muitas vezes sem necessidade clínica. Isso pode comprometer a barreira cutânea, aumentar a sensibilidade da pele e gerar um ciclo de irritação que, paradoxalmente, piora os resultados.
Na prática, o que se observa é que muitas pessoas passaram a tratar a pele como um projeto de alta performance, buscando resultados imediatos, sem respeitar o tempo biológico necessário para adaptação e regeneração. Esse comportamento, segundo especialistas, está diretamente ligado à influência de tendências virais e à pressão por uma “pele perfeita”.
A Dra. Glauce Eiko reforça que a pele não responde bem ao excesso. Pelo contrário: ela tende a funcionar melhor quando há equilíbrio. Isso inclui uma rotina adequada ao tipo de pele, com poucos produtos bem escolhidos e utilizados de forma consistente.
Esse movimento também está alinhado a uma mudança mais ampla no mercado de beleza, que passa a valorizar fórmulas mais toleráveis, foco na barreira cutânea e respeito ao funcionamento natural da pele.
Na visão da dermatologista, cuidar da pele não deve ser sinônimo de sobrecarga. Uma rotina eficiente não precisa ser longa ou complexa — ela precisa ser adequada. Em muitos casos, reduzir etapas pode trazer mais benefícios do que adicionar novos produtos.
Outro ponto importante levantado é o impacto do excesso de informação. Com tantas recomendações disponíveis, muitas pessoas acabam misturando ativos incompatíveis ou utilizando produtos sem orientação adequada, o que aumenta o risco de irritação, acne e sensibilidade.
A Dra. Glauce também destaca que o cuidado com a pele deve ser sustentável ao longo do tempo. Rotinas difíceis de manter tendem a ser abandonadas, enquanto hábitos simples e consistentes geram resultados mais duradouros.
Nesse contexto, a tendência que ganha força é justamente a do “menos é mais”. Isso não significa negligenciar os cuidados, mas sim priorizar o essencial: limpeza adequada, hidratação, proteção solar e, quando necessário, tratamentos específicos orientados por um profissional.
Mais do que seguir tendências, a principal recomendação é entender a própria pele. Cada pessoa possui necessidades diferentes, e o que funciona para um pode não ser adequado para outro.
No fim, o que essa nova abordagem propõe — e que a Dra. Glauce Eiko reforça — é uma mudança de mentalidade. Em vez de buscar resultados imediatos a qualquer custo, o foco passa a ser a construção de uma pele saudável, equilibrada e resistente ao longo do tempo.
E, muitas vezes, isso começa com uma decisão simples: fazer menos, mas fazer melhor.
Acompanhe a matéria completa por aqui: https://revistamarieclaire.globo.com/beleza/noticia/2026/02/conheca-a-tendencia-de-skincare-que-vai-contra-a-era-da-hiper-performance.ghtml
25 de Março de 2026
